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No Dia das Mães, alguns conselhos para essas eternas equilibristas

Livro recém-lançado da psicóloga Cecília Russo Troiano ensina a conciliar maternidade e vida profissional Em 2007, a psicóloga e empresária Cecília Russo Troiano realizou uma pesquisa, sobre a difícil arte de conciliar maternidade e vida profissional, que virou livro. Doze anos depois, voltou ao tema e coletou respostas de 1.300 mães que trabalham fora, desta vez incluindo os pais. O resultado é o recém-lançado “Vida de equilibrista na contemporaneidade: reflexões e provocações sobre a convivência entre família e trabalho”, no qual destrincha esses desafios:
Cecília Troiano, autora de “Vida de equilibrista na contemporaneidade: reflexões e provocações sobre a convivência entre família e trabalho”
Divulgação: Vivian Koblinski
“Para alcançar postos altos na cultura corporativa, não dá para esperar o filho na porta de casa quando chega o ônibus da escola. Você pode ser vice-presidente ou mãe do ano, mas não ambos! Então, resgato um dos meus mantras: não é possível tirar dez em tudo… é preciso se contentar com menos”.
Ao reunir depoimentos de pessoas de diferentes regiões do país, notou as semelhanças dos sentimentos em relação ao tema: “olhando as respostas, consigo visualizar um tripé de sustentação da identidade da equilibrista. Ela é muito feliz com a maternidade, sente-se sobrecarregada e trabalha para ter independência financeira. Você se identifica?”, pergunta (sabendo muito bem a resposta).
Ao longo dos últimos 16 anos, afirma que os temas que abordou na primeira obra, como a culpa das mulheres, a sobrecarga de trabalho e a capacidade para se adaptar às situações, jamais se esgotam. Por isso, decidiu manter a estrutura do livro anterior, atualizando os dados a partir de estudos mais recentes. Na sua opinião, apesar da maior participação masculina na criação dos filhos, o território doméstico ainda é, fundamentalmente, uma responsabilidade das mães:
“Não apenas a culpa e as cobranças da mulher equilibrista continuaram ao longo dos últimos 15 anos, mas o fenômeno das redes sociais amplificou algumas sensações. Elas viraram um espaço de modelos idealizados de maternidade, de retratos coloridos e sorridentes da família perfeita. Sem falar em dicas e comentários nocivos que classificam as atitudes em certo ou errado… eles criam tensão, fazem o sentimento de culpa aumentar, geram ansiedade e até depressão”.
Segundo a autora, o segredo é saber transitar entre dois papeis aparentemente antagônicos: o da “mãe maravilha” e da “mãe desesperada”. “Ambas existem e são verdadeiras. Somos um pouco de cada uma delas, todos os dias. Vivemos essas polaridades de modo intenso, cotidiano e visceral. Aí está a beleza da maternidade: é ser um pouco perfeitinha e um pouco atrapalhada”, ensina. Mãe de um casal de filhos já adultos, enfatiza a importância de buscar o equilíbrio entre tantas demandas: “precisamos cuidar de nós mesmas para sermos boas cuidadoras”. Para o Dia das Mães, compartilho as dicas de Cecília para suas leitoras:
Culpe-se menos.
Não se ache uma supermulher. Ser mulher já é super.
Planeje-se mais.
Respire mais.
Saiba delegar.
Divida mais.
Exercite-se mais.
Menos celular.
Mais cara a cara.
Mais ar livre.
Divirta-se mais.
Agradeça mais.
Cobre menos.
Cuide-se mais.
Curta mais os momentos.
Corra menos.
Respeite-se mais.
Namore mais.
Escolha mais.
Viva mais.
Capa do livro: conselhos para as mulheres equilibrarem maternidade e vida profissional
Reprodução

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