Desmistificar como declarar investimentos no exterior é crucial para quem expandiu o portfólio para além das fronteiras. Muitos se sentem perdidos com a complexidade, temendo erros que podem gerar multas. Mas calma, eu te entendo. Neste guia essencial, vamos simplificar tudo, mostrando o caminho direto para que sua declaração de 2026 seja tranquila e sem dores de cabeça. Prepare-se para ter clareza total sobre seus ativos internacionais.
Declaração de Bens e Direitos: Onde entra cada investimento no exterior no IRPF 2026?
Ao preencher o Programa IRPF, seus ativos internacionais precisam ser listados na ficha de Bens e Direitos. Isso inclui ações (stocks), ETFs, REITs, contas globais e investimentos de renda fixa. É importante registrar cada um com o custo de aquisição em Reais. Assim, a Receita Federal tem a visão completa do seu patrimônio. A conversão dos saldos em conta para Reais segue a cotação de compra do Banco Central no último dia do ano. Fica tranquila, o site do Banco Central disponibiliza essas informações facilmente.
“A Lei 14.754/2023 unificou as regras de tributação para investimentos no exterior, estabelecendo uma alíquota única de 15% no ajuste anual para rendimentos de aplicações financeiras, offshores e trusts.”

O que você vai precisar
- Programa IRPF 2026 instalado ou acesso online.
- Documentos com o custo de aquisição dos seus ativos no exterior (ações, ETFs, REITs, títulos de renda fixa, etc.) em Reais.
- Extratos de conta corrente ou global no exterior com saldos em 31/12 do ano-calendário.
- Comprovantes de rendimentos recebidos (juros, dividendos, aluguéis, etc.).
- Comprovantes de impostos pagos no exterior.
- Documentação referente a Offshores e Trusts, se aplicável.
- Acesso à cotação de compra do Banco Central para 31/12 do ano-calendário.

Passo a Passo: Como declarar seus investimentos

Referência: g1.globo.com Ficha de Bens e Direitos: O que você possui
Abra o programa da Receita Federal e vá para a ficha “Bens e Direitos”. Você precisará declarar cada tipo de ativo que possui no exterior.
Ações (Stocks), ETFs e REITs: Informe o código do bem (ex: 07 para Ações, 04 para Fundos, 09 para Títulos de Renda Fixa). No campo “Discriminação”, detalhe o nome do ativo, a quantidade, o nome da corretora e o país de origem. O crucial aqui é informar o custo de aquisição em Reais. Se você comprou os ativos em anos anteriores, use o custo original convertido para Reais na época. Se comprou no ano-calendário de 2025, use o custo de aquisição em Reais.
Conta Corrente/Global: Declare como “Depósitos à Vista” ou “Aplicações Financeiras”. Informe o saldo em 31/12 convertido para Reais. Detalhe o nome do banco e o país.
Renda Fixa (Bonds): Declare conforme o tipo de título. A discriminação deve conter o nome do emissor, país e a data de vencimento. O valor a ser informado é o custo de aquisição em Reais.

Referência: nobilecontabilidade.com.br Rendimentos e Tributação: O que você ganhou
Todos os rendimentos que você recebeu no exterior (juros, dividendos, ganhos de capital na venda de ativos, aluguéis) devem ser somados e tributados no Brasil. A alíquota é única de 15% sobre o conjunto de rendimentos, aplicada no ajuste anual do Imposto de Renda.
Essa tributação é feita através do carnê-leão, se os rendimentos forem recebidos de pessoa jurídica ou equiparada. Se os rendimentos vierem de pessoa física, você também precisa recolher mensalmente.
Dica de ouro: Se você já pagou imposto no exterior sobre esses rendimentos, pode ser possível compensar esse valor aqui no Brasil. Verifique se existe acordo de reciprocidade entre os países. Isso evita a bitributação.

Referência: www.idinheiro.com.br Obrigações Adicionais
Fica tranquila, nem tudo se resume à declaração de bens. Dependendo do valor e da natureza dos seus ativos, outras obrigações podem surgir.

Referência: saldozero.com.br Como converter saldos em moeda estrangeira para Reais
Essa é uma etapa que exige atenção. Para converter saldos em conta e o custo de aquisição de ativos em moeda estrangeira para Reais, você deve usar a cotação de compra do Banco Central do Brasil para o dia 31 de dezembro do ano-calendário. Acesse o site do Banco Central para obter as taxas oficiais.

Referência: investnews.com.br Tributação de Offshores e Trusts sob a nova lei
Se você possui estruturas como Offshores e Trusts, as regras mudaram. A partir de agora, a tributação ocorre anualmente sobre o lucro apurado, mesmo que você não tenha distribuído esses lucros. O regime é de transparência fiscal, ou seja, o lucro da offshore é considerado seu e tributado diretamente. A alíquota também é de 15% sobre o lucro, recolhida mensalmente via carnê-leão ou no ajuste anual.

Referência: www.melhorescartoes.com.br Compensação de impostos pagos no exterior
Vamos combinar, ninguém quer pagar imposto duas vezes. Se você pagou imposto sobre os rendimentos no exterior, verifique a existência de acordos de reciprocidade tributária entre o Brasil e o país onde o imposto foi pago. Havendo acordo, o imposto pago lá pode ser compensado com o imposto devido aqui no Brasil, até o limite do valor devido. Isso é fundamental para não pagar mais imposto do que o necessário.

Referência: www.c6bank.com.br Declaração CBE: Quando e como informar ao Banco Central
Se o valor total dos seus ativos no exterior, em 31 de dezembro, for igual ou superior a US$ 1.000.000,00, você tem uma obrigação adicional: a declaração anual ao Banco Central do Brasil, conhecida como CBE (Capitais Brasileiros no Exterior).
A CBE é feita online, por meio do sistema do Banco Central do Brasil. O preenchimento é detalhado e exige informações sobre os tipos de ativos, valores, e contrapartes. Fique atento aos prazos específicos para esta declaração, que podem ser diferentes do IRPF.

Referência: masterconsultores.com.br Prazos e datas importantes para a declaração do IRPF
O ano-calendário de 2025 se encerra em 31 de dezembro. Para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, a expectativa é que o período de entrega vá de 15 de março a 31 de maio de 2026. Planeje-se com antecedência para não perder o prazo e evitar multas. Consulte sempre os comunicados oficiais da Receita Federal para as datas exatas.
- Fique atento aos prazos: A Receita Federal costuma divulgar as datas de início e fim da declaração do IRPF com antecedência. Planeje-se para não perder o prazo, que em 2026, por exemplo, deve ser entre 15 de março e 31 de maio.
- Organize seus documentos: Tenha em mãos extratos de contas, relatórios de corretoras e comprovantes de compra e venda de todos os seus ativos no exterior. Isso facilita muito na hora de preencher a declaração.
- Consulte um especialista: Se você tem investimentos mais complexos, como offshores ou trusts, ou se a quantidade de ativos é grande, buscar a ajuda de um contador ou especialista em tributação internacional pode evitar dores de cabeça e garantir que tudo seja declarado corretamente.
- Entenda a conversão de moeda: Lembre-se que saldos em conta devem ser convertidos para Reais pela cotação de compra do Banco Central para 31/12 do ano-calendário.
- Verifique acordos de reciprocidade: Para compensar impostos pagos no exterior, confira se o Brasil possui acordo com o país onde você tem investimentos para evitar bitributação.
Dicas Extras
Dúvidas Frequentes
Quais ativos no exterior precisam ser declarados?
Todos os ativos que representam bens e direitos, como ações (stocks), ETFs, REITs, contas correntes ou globais e renda fixa (bonds), devem ser listados na Declaração de Bens e Direitos do programa IRPF, informando o custo de aquisição em Reais.
Como funciona a tributação de rendimentos?
Os rendimentos gerados no exterior, como juros, dividendos e ganhos de capital, são tributados com uma alíquota única de 15% no ajuste anual. Impostos já pagos no exterior podem ser compensados se houver acordo de reciprocidade.
O que é a obrigação CBE e quem precisa declarar?
A CBE (Capitais Brasileiros no Exterior) é uma declaração anual obrigatória ao Banco Central do Brasil. Ela é exigida para pessoas físicas e jurídicas que possuam o total de ativos no exterior igual ou superior a US$ 1.000.000,00 em 31 de dezembro. Saber como fazer a CBE é fundamental para quem atinge esse patamar.
Conclusão
Declarar investimentos no exterior pode parecer um bicho de sete cabeças, mas com organização e informação, você garante sua conformidade com a Receita Federal e evita problemas futuros. Lembre-se que a clareza na sua declaração é essencial. Explore mais sobre Planejamento Tributário para Investidores Internacionais e entenda a Tributação de Dividendos Internacionais para otimizar sua situação fiscal. A jornada de quem investe globalmente exige atenção contínua, mas os benefícios podem ser significativos.









